Living LA

Bloody Boots – As Botas Malditas

Com esse título meio Sessão da Tarde abro o texto a respeito do meu mais novo curta-metragem, tese do meu mestrado na New York Film Academy, Bloody Boots.

Dois dias e meio de filmagens, arrecadação de verba através do Indiegogo, que não deu muito certo, e finalmente pelo Catarse, muitos ensaios e sem dramas no set, finalmente tenho o material necessário.

Quer saber como tudo aconteceu? Vamos lá!

Se você é meu amigo no Facebook sabe que a pré-produção desse curta começou há muitos meses atrás. A história foi desenvolvida ao mesmo tempo em que eu filmava Signs, em Junho de 2014, como contei nesse post aqui.

Em Janeiro começou a pré-produção efetiva. Em primeiro lugar fui em busca de uma produtora para me ajudar. Tudo ocorria bem, ela prometeu mundos e fundos, tivemos várias reuniões a respeito da produção, ela me ajudou nas audições, escolhemos alguns atores juntos, mas foi na hora de colocar a campanha do Indiegogo no ar, na qual eu dependeria mais da ajuda dela, por ser americana, que ela sumiu. Sob o pretexto de ter encontrado um emprego em um escritório ela parou de atender minhas ligações, nunca mais respondeu minhas mensagens de texto e sequer olhava meus Inbox no Facebook [pareço a stalker haha].

Sem a divulgação e apoio de americanos, a arrecadação, que tinha como meta $8,000, amargou apenas $700. O site fica com 13% do valor arrecadado, portanto apenas aproximadamente $600 me foi repassado. Com esse valor era possível cobrir apenas meio dia de filmagens na loja de antiguidades.

Apesar da relutância em começar uma nova campanha de financiamento coletivo, migrei para o Catarse, onde foi possível, sempre com a ajuda de meus pais cobrindo o restante, arrecadar os R$4.000 que estive pedindo por lá.

Um dos meus amigos generosamente ofereceu a casa dele para que eu filmasse gratuitamente por dois dias, foi o que salvou a produção.

Meu colega de apartamento, Jared, sabendo de minhas dificuldades financeiras e como meu Diretor de Arte, se dispôs a adquirir decorações para a cena da festa de Halloween e fantasias por conta própria, agora, quase dois meses após a finalização do projeto, ainda estou pagando minhas dívidas para com ele.

Em um ato de solidariedade sem precedentes consegui toda a equipe com alunos da NYFA, o que significa que não tive que pagar ninguém, além do coordenador de lutas/dublê. Mas não vou entrar em detalhes sobre o trabalho dele para não acabar com a surpresa do filme.

Uma de minhas amigas se propôs a ficar encarregada dos almoços, me cobrando apenas o valor dos ingredientes e deixando a mão-de-obra como contribuição para o meu filme.

E foi nesse espírito de “muito querida por todos” que consegui terminar minhas filmagens.

Faria algo diferente caso tivesse mais verba para filmar? Certamente.

Mas o gratificante foi, ao repassar a primeira versão editada do filme ao meu compositor Vinícius Martins, ouvir um “dá pra ver sua evolução como diretora”. Ele assistiu a Signs no ano passado e foi a primeira pessoa a assistir Bloody Boots, afinal, ele que está fazendo a trilha do filme.

Foram meses de dedicação reescrevendo o roteiro, lidando com atores, indo em busca de extras para a cena da festa, tentando organizar tudo sozinha. Produzir, escrever e dirigir um curta-metragem não é tão fácil quando aparenta ser.

Saber que mesmo com todas as dificuldades apresentadas eu consegui realizar algo melhor do que do ano anterior já me enche de alegria e me mostra que estou no caminho certo para realizar algo muito especial.

Anúncios

Leiloe a sua ideia :D

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s