Pipocando no Cinema

Insurgente

Há um mês atrás adquiri o livro Insurgente na esperança de conseguir terminar a leitura antes de ir ao cinema assistir a adaptação. Depois de chegar ao meio do livro, com o filme já há duas semanas em cartaz, resolvi que não teria problema assistir ao longa.

Assim como no ano passado, quando fui assistir Mockingjay Parte 1, estava entusiasmada.

Mas foi o filme começar pra eu perceber que: a faculdade de cinema acabou com a minha alegria em assistir filmes.

Se antes eu ficava empolgada com cada cena de ação, irritada com as diferenças entre obra escrita e adaptação cinematográfica, agora o que me desaponta mais é o diálogo.

Passei a entender os motivos para que cada cena seja diferente do livro. É compreensível por que no filme a Tris não está com transtorno de estresse pós-traumático e consegue atirar em todo mundo, entendo por que o Four acaba por ter maior presença em cenas onde a Tris teria que superar sozinha, mas gente, pelo amor de Deus. O que é esse diálogo? Mais exposição impossível.

Insurgent-Trailer

Personagens contemplando o horizonte falando consigo mesmos, cada “ponto obscuro” da história sendo amassado e dado na boca dos espectadores com diálogos enfadonhos. Saí do cinema desapontada.

Sei que tenho que colocar esses perrengues de lado e assistir como qualquer outro espectador, especialmente essas produções que deveriam ser tão especiais “enquanto fã”. Ao sair da sessão da terceira parte de Jogos Vorazes eu quis meu dinheiro de volta. Ao menos Insurgente não me deixou assim tão revoltada, ainda consegui ter uma boa experiência no cinema.

E nem tudo são reclamações. Com o conhecimento adquirido na escola passo a apreciar mais o esforço de pessoas que anteriormente eu nem sabiam que “existiam” em um set. Os cenários montados para Insurgente – os que não são digitais, obviamente – são de tirar o fôlego. Tantos detalhes. O figurino até não é assim dos mais arrebatadores, mas também salva um pouco a produção. E as atuações, de um modo geral, são críveis.

Esse post não tinha o intuito de contar a história de Insurgente e convencer o leitor a ir ao cinema assistir. Foi um desabafo de uma pessoa que cresceu indo ao cinema com uma visão e passou a ter outra percepção desde que resolveu tomar outro rumo na vida. Pensei que nunca iria adquirir senso crítico na vida, mas acho que ele finalmente chegou. Que pena. Minha criança interior chora as dores dessa decepção.

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