Música

A biografia de Nick Carter – Ou o pior livro de autoajuda do mundo

Como grande fã de Backstreet Boys que sou, quando vi nas prateleiras da Barnes & Noble o livro Facing the Music And Living to Talk About it, escrito por ninguém menos que Nick Carter eu pirei. Comprei em outubro de 2013, mas com os horários apertados da NYFA e com a pilha de livros que trouxe do Brasil, fui deixando o Nick Carter na prateleira.

Uns meses atrás resolvi começar a leitura.

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Antes de mais nada preciso levantar uma questão essencial sobre o meu ser: ODEIO livros de autoajuda. Um dos meus melhores amigos de infância insistia em me dar volumes, dizendo que faria toda a diferença, nunca fizeram.

Tendo isso em mente, abri o livro do Backtreet Boy que menos gostei na vida e, para minha surpresa, depois de ficar entusiasmada com o prefácio escrito pelo Howie D (o meu Backstreet Boy favorito) me dei conta que o livro era exatamente o que eu não esperava, autoajuda.

Nick poderia ter contado toda a história de vida dele contida no livro em menos de dois capítulos.

A narrativa, que se arrasta por 216 páginas na versão em inglês, e se divide em 10 capítulos, tem início relatando como ele resolveu mudar de vida após a morte por overdose de sua irmã Leslie em 31 de janeiro de 2012, por ter sido apontado como responsável pela tragédia pela sua família, sendo impossibilitado de comparecer ao funeral. E aí começa uma série de acusações.

Aos 12 anos de idade, após participar de uma série de audições e ser rejeitado pelo Disney Channel, Nick se juntou aos Backstreet Boys. Crescer na estrada e ter tudo que queria ao seu alcance foi o que, segundo ele, arruinou sua vida.

Nick afirma que foi explorado pela família quando seus pais perceberam o seu talento, e, focados apenas no dinheiro que poderiam faturar, o deixaram a mercê de um mundo o qual uma criança de 12 anos não tem discernimento suficiente para fazer parte.

Ao longo da narrativa ele conta as histórias de longas noites de bebedeira e uso de drogas – que tiveram início aos 17 anos . Pincela rapidamente como foi seu relacionamento com Paris Hilton, quantas vezes foi preso, sempre se enrolando e recomendando aos leitores procurarem ajuda que ele nunca procurou.

Eventualmente, após todo o consumo de drogas e álcool, Nick passou a sofrer de problemas cardíacos e finalmente procurou ajuda, não sem antes tentar se ajudar sozinho e falhar miseravelmente.

Infelizmente, ao final da leitura, meu único pensamento foi: finalmente acabou. Acredito que o livro não sirva bem o propósito de aproximar Nick Carter de seus fãs, mas com sorte vai ajudar alguém a ficar longe das drogas e da Paris Hilton.

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6 comentários em “A biografia de Nick Carter – Ou o pior livro de autoajuda do mundo

  1. Eu super pensei em comprar, mas tive a impressão de que compraria por impulso e depois sofreria para terminar. Mas ele sempre foi meu favorito (aliás, nem tinha olhos para os outros) então ainda estou com aquela vontadinha, lá no fundo, de ler. Quem sabe né?

    1. Assim, se você ler com o coração aberto e sem preconceitos por ser autoajuda, acho que você vai gostar sim, especialmente por ser super fã do Nick. Eu, além do preconceito contra livros desse gênero também nunca fui muito com a cara dele, alias, assisto o I Heart Nick Carter no VH1 só pra ver os outros membros da banda haha

  2. Adorei como você fechou o post! hahaha! Tava dando uma olhada no seu blog e fiquei curiosa com esse post, decidi lê-lo.

    O Nick sempre foi o meu backstreet boy favorito. Fiquei surpresa do Howie ser o seu. Imaginava que era o Kevin. Os dois (Nick e Howie) sempre foram bem próximos, né? Acredito que por isso ele assine o prefácio. Engraçado que, como caçula da banda, o Nick tinha que encarnar o garoto bonzinho e ingênuo do grupo e manter esse estereótipo (como todos os outros do grupo e todos os integrantes de todas as outras boybands que se prezem tinham que manter os seus pelo bem do imaginário popular). E, no fim, ele acabou se tornando mais troublemaker do que o A.J. =O zero vontade de ler o livro, mas adorei o texto.

    Falar nisso, você lembra de O-Town? eu lembrava vagamente e fui ver os clipes deles numa maratona saudosista que fiz de vídeos de bandas de garotos bonitos da nossa geração… e fiquei com vergonha alheia pelos clipes deles. Sabe o que é pior? É pensar que, provavelmente, com 13 anos eu iria amar aqueles clipes =/ hauhauahauha

    Bjos, Leiloca <3

    Andrizy

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