Música

Pop Music Festival: Todo trabalhado no brilho

A noite do último sábado (23) foi dedicada ao Pop na Arena Anhembi em São Paulo. E com direito a muito brilho, não só por parte do talento de sobra das atrações, mas também pelas suas roupas e acessórios extravagantes. Pontualmente às 19h, e com a casa praticamente vazia, começou o Pop Music Festival.

A noite começou embalada pela trilha de Adauto e Muricy, com Michel Teló cantando sua Humilde Residência. Alias, muito humilde, Telózinho agradeceu pelo respeito do público e reconheceu que a maioria estava ali para ver as atrações internacionais. Mas nem parecia. O pessoal cantou junto seus sucessos, curtiu uma baladinha diferente com a sanfona tocando Black Eyed Peas e aplaudiu até “Ai Se eu te pego”, a música que todo mundo reclama, mas curte em segredo. Cinquenta minutos depois, enquanto a maioria do público ainda chegava, Michel deu adeus e foi pra Juazeiro do Norte fazer outro show na mesma noite. Haja pique!

Vinte e cinco minutos depois o palco foi tomado de assalto pelo primo pobre do Adam Levine, e sua trupe. Chegava a banda de Nova Iorque Cobra Starship, com seu vocalista uruguaio. Em meio a discursos em português, inglês e espanhol, músicas ótimas, pulos desajeitados, um microfone dourado que voava mais que o Superman, o vocalista deu uma palhinha de “ai seu eu te pego”, prometeu que para a próxima passagem pelo Brasil ele ensaiaria o resto da música, dançou o “Tchu, Tcha” e ainda se declarou para a J.Lo, dizendo que gostava dela desde que era um moleque. Não sei se isso seria um elogio ou não. No quesito qualidade musical, fantástico. Eu, que conhecia apenas uma música do grupo achei o show fantástico. Principalmente pelo carisma latino do vocalista que canta e encanta (tô na vibe trocadilhos velhos).

Eis que então, despretensiosamente, às 21h35 sobe ao palco a verdadeira estrela da noite. Sem glitter, sem microfones brilhantes, sem explosões e foguetes. Simples, com uma calça jeans, camiseta do Jackson Five e uma jaqueta de couro, Kelly Clarkson nem precisava de grandes adornos, além de sua fodástica voz. Arrebentou a boca do balão (oi) logo no começo com sua “Dark Side” e ficou visivelmente transtornada ao longo da música com a recepção do público. Chegou a chorar. Pois é, esse é o povo brasileiro, não cala a boca em nenhum minuto e chega a chocar um pouco os gringos, que agradecem o calor do público.

Durante a uma hora de música que se seguiu, Clarkson mesclou os grandes hits da carreira como “Because of You” e “Breakaway” com as músicas do novo CD, Stronger, levando a falência as cordas vocais de todas as pessoas a minha volta. Kelly agradeceu inúmeras vezes pelo carinho do público, que se esgoelava a cada canção e aplaudia cada agudo que a primeira ganhadora do American Idol atingia. Chegou a dizer que não sabia por que tinha demorado 10 anos para vir até o Brasil e ainda, olhou para o guitarrista e disse “é estranho pensar que uma pessoa que veio do Texas é conhecida por eles”, é Kelly, os brasileiros sabem reconhecer o que é bom. E não venham me dizer que ela não é boa. Tem talento de sobra.

Diferentemente da atração mais esperada da noite, jurada do American Idol, Jennifer Lopez. Que de talento só tem o rebolado. Até agora não sei se o público estava mesmo esperando pra dançar com o playback da latina ou pra ver o namorado delicinha dela, que, alias, só apareceu ao vivo na ÚLTIMA MÚSICA. Para delírio do público feminino e masculino (risos). É muito maltrato com o público, gente!  Foi muito glitter, muita explosão, plumas, carrega J.Lo daqui, leva ela pra lá, 5 ou 6 trocas de roupas, até perdi a conta, e a cantora perdidinha da Silva tentando agradar o público a todo custo… Até que ela surgiu no alto da escada e cantou “Chorando sem foi quem um dia só me fez chorar”, pronto, Brasil foi a loucura. Assim, com essas simples canção em português. Rebolou daqui, sambou de lá, mas no quesito talento vocal, levou um banho de Kelly Clarkson, e até do Michel Teló. Playback é tenso. Independente dos propósitos obscuros por trás – que no caso da apresentação de ontem seria: dançar muito. Na minha singela opinião o show dela foi legalzinho, e só pelos brilhos, adoro brilhos.

Entretanto, nada foi mais decepcionante – ou não – do que Paris Hilton atacando de DJ. Mas se eu for parar pra pensar, em momento algum eu achei que ela poderia ser boa nisso, né? Toda trabalhada no cristal: vestido, headphones e bandeirinha do Brasil com muito strass, ela começou ASSASSINANDO os tímpanos do público  ao não conseguir regular o som, gritar ao microfone e lançar uma faixa que, bom, durou alguns segundos, pra ser sincera. No mais, foi Paris “tocando” o CD “Na Balada Joven Pan”. Era hora de dar tchau.

Mesmo com os altos e baixos o Pop Music Festival foi simplesmente fantástico. A XYZ Live está de parabéns pela organização, tanto no quesito infraestrutura e segurança quando pontualidade. Se todos os shows do Brasil tivessem essa organização não teria tanta reclamação. A Time For Fun poderia aprender com eles, isso sim. Não vejo a hora do Pop Music Festival 2013. Que venham mais paetês.

Anúncios

2 comentários em “Pop Music Festival: Todo trabalhado no brilho

Leiloe a sua ideia :D

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s