Joinvilando

Quer aparecer? Sobe no poste!

Dizem que religião, política e futebol não se discutem. Pois é, sempre fui adepta desse ditado, não gosto de conflitos, discussões ou de ter que ficar me explicando diante dos meus posicionamentos, mas acho que essa nova empreitada de blog me fez mudar. Meu primeiro post já veio com tudo falando sobre futebol e agora, em meu segundo post, me arrisco a falar sobre política.

Não posso dizer que tenho um partido definido, da mesma forma que não posso dizer que sou uma entusiasta das causas políticas. Talvez minhas críticas aqui levantadas sejam extremamente superficiais para muitos, mas eu preciso desabafar, então, vou dar uma de Prates hoje, se você me derem licença.

Desde que o atual prefeito de Joinville, Carlito Merss, tomou posse, tenho ouvido as mais diversas indignações por parte dos meus conterrâneos. Quando começou seu mandato, em 2009 eu ainda morava na capital paranaense e pouco me atentava para o que realmente estava acontecendo na minha querida Joinville. Alguns de meus familiares vociferaram contra a parada gay, alguns de meus amigos, a época servidores públicos, indignaram-se com a falta de repasse de verbas para manutenção de patrimônio histórico – até mesmo materiais de limpeza estavam escassos dos museus. E eu lá, em vias de me formar.

Em 2011 retornei e comecei então a ficar um tanto quanto indignada com certas atitudes de nosso querido prefeito. Por mais que meu pai seja extremamente anti-PT (e anti-Estados Unidos, mas essa é outra história) nunca tomei um posicionamento assim tão radical. Até simpatizo com o Lula, acho ele um senhorzinho fofo.

Mas voltando ao Carlito. Qual não foi minha surpresa ao retornar a cidade e me deparar com todos, sim, você leu corretamente, TODOS os museus interditados? Ora, a explicação para todos os problemas de governo é sempre a mesma, certo? “Em quatro anos não podemos arrumar o que os outros políticos deixaram a desejar em tantos anos”, ok. Desculpa aceita pela maioria dos brasileiros, sem pestanejar. O que não deixava de martelar na minha cabeça era exatamente a reclamação de meus amigos em 2009, diante da falta de materiais de limpeza, afinal, se você não tem como limpar, imagine como seria a manutenção predial… Mas me calei, não sou perita, não sou nada, não posso simplesmente dizer: “É Carlito, você é o único responsável pelos nossos atrativos históricos estarem fechados, pois os deixou de lado quando assumiu”, por mais que minha lógica pense isso.

Minha indignação continuou restrita a mesa do almoço, enquanto, durante o noticiário, todos aqui em casa criticavam o governo atual. Até que se deu o episódio das luminárias.

Eis que nosso querido governante, não satisfeito em começar obras de saneamento básico EM ANO ELEITORAL, afinal, pra que fazer em quatro anos o que você pode fazer em alguns meses e que vai ficar fresco na mente das pessoas na hora de ir as urnas, não é mesmo? Eis que ele começa a instalar luminárias pela cidade. Ok, algo louvável, vamos iluminar os passeios e atrar os joinvilenses as caminhadas. Mas peraí, luminárias vermelhas?

Pode não ser do conhecimento de todos, mas durante o mandato de Marco Tebaldi uma ação obrigou a prefeitura a tirar de todas as quadras de escolas municipais um círculo em seu teto, que, com o conjunto de linhas arquitetônicas, dava a impressão de que o telhado era um tucano, símbolo de seu partido. A discussão acalorada surtiu efeito e hoje em dia são poucos os que lembram que os telhados reformados das escolas municipais já lembravam bichinhos em uma época remota.

E então chega nosso querido Carlito, novamente em ano eleitoral, e espalha por toda Joinville luminárias vermelhas, cor predominante em que partido mesmo? Pois é, a desculpa básica da Prefeitura é que a cor vermelha, além de chamativa, é também predominante no brasão da cidade, brasão esse que se encontra na bandeira de Joinville, que tem por cor predominante, vejam só: a cor azul! Exatamente a cor do partido da oposição. Obviamente não seria o azul a cor escolhida para iluminar os passeios noturnos da população, não é mesmo?

Ao invés de simplesmente melhorar a infraestrutura da cidade, proporcionando iluminação, sem querer chamar a atenção aos postes (agora a piada “quer aparecer, sobe no poste” tem um sentido todo novo em Joinville), a minha única constatação é que, para ganhar mais votos e subir nas pesquisas ele resolveu utilizar-se de uma estratégia subliminar – antes condenada quando utilizada pela oposição – para que as pessoas lembrassem de todas as grandes “obras da Prefeitura”.

Minha indignação poderia ir além, com o Parque da Cidade, onde jovens não podem fazer barulho durante o dia, ou onde existe uma pista de skate sem drenagem, mas vou ficar apenas nas luminárias. Ao que foi possível observar em discussão nas últimas edições do Jornal A Notícia, cidadãos já entraram com um processo contra o prefeito para o acerto de contas sobre o número de postes “entochados” na Avenida Beira-Rio e como eles economizarão energia, mas além da questão ambiental o que realmente me desola é a cor vermelha. Nem tanto por ser uma das cores que eu não gosto, mas mais por imaginar o impacto dos postes nas urnas na hora de votar, e aqui não me refiro as pessoas que tem mentalidade de postes e votam sem pensar, mas sim àquelas que, diante de um poste antes de entrar na sua sessão eleitoral, vão iluminar suas ideias com o pensamento de reeleger o Carlito. E aqui eu não estou fazendo campanha anti-PT, e sim, anti um governante que em nada colaborou para o desenvolvimento da cidade, além da proliferação de buracos e de postes vermelhos.

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